terça-feira, 22 de novembro de 2011

Onde Está a Nossa Geração Jovem?

II Timóteo 3:1-5:
1 Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos;
2 pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios,
3 sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem,
4 traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses.
Como vocês vêem a juventude em geral? Como vocês vêem a juventude Metodista?

O que os jovens estão fazendo? Esta é uma das frases que estão acompanhando cada geração que surge.
·         O que os Jovens dos anos 70 estavam fazendo? Os jovens estavam buscando sua “liberdade”, era a época dos hips, época de “paz e amor”. Esta paz e amor meramente humana. No Brasil buscavam a liberdade da ditadura militar, falta de liberdade de impressa, liberdade intelectual e até mesmo religiosa.
·         O que os Jovens dos anos 80 estavam fazendo? Busca da liberdade sexual, busca da independência dos pais.
Época de inúmeros problemas sociais, drogas, prostituição e o surgimento da AIDS.
·         E agora o que os jovens estão fazendo? Agora vemos que essas gerações passadas “conquistaram” seus objetivos. Vemos uma sociedade deteriorada, onde seus valores morais foram perdidos e o homem encontra-se em seu vazio. É a geração digital, a geração do “faça você sozinho”.
Na realidade nós estamos de braços cruzados, estamos olhando o trem da história passar, esperando pelos outros, sem a mínima vontade de viver.
Como nós geração da REMNE seremos lembrados nas futuras gerações?
Período da “Guerra Fria” = “Geração Fria” onde não se houve mudança da história, onde não influenciamos devido ao medo de um conflito com as trevas, onde o número de almas que foram salvos foi mínimo ou nenhum?
No século XVIII, ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Contudo, dentre tudo isso, houve jovens sobreviventes, entre eles George Whitefield, Jonathan Edwards e o fundado do Metodismo John Wesley.
Dispensa comentários a respeito da sua influência na história, caso necessite: Jovem que se tornou um homem, “Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais.” Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Wesley.
“Peço-Te que não me negues duas coisas antes de morrer. Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me apenas o pão de cada dia; para que na fartura não Te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou, empobrecendo, eu não venha a furtar e profane o nome de Deus. (Provérbios 30:7-9)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sobre sandálias, cavalos e Marketing Religioso



 
Há poucos dias, um pastor amigo me fez a seguinte pergunta: Como você avalia o Marketing da nossa igreja? A resposta compartilho com você, leitor/a do Compartilhar Pastoral.


O Marketing oferece uma série de ferramentas e estratégias que vão muito além da comunicação. Uma das ferramentas mais básicas, e a mais importante, é a definição do negócio da instituição. Quando se determina o negócio de forma clara e objetiva, sabe-se, com precisão, qual é a área-fim, que merece todos os esforços, e as áreas-meio, que só existem para assegurar o bom andamento da área-fim.

Quando esse conceito teórico de autores como Kotler (2005) e Las Casas (2010) é adaptado para a igreja, podemos afirmar que salvar vidas é o nosso “negócio? , a área-fim, ou seja, a nossa missão. A frase “vocês não têm nada a fazer, senão salvar almas?  de John Wesley, utilizada como tema do Dia do/a Pastor/a Metodista de 2011, reforça a
concepção de que o nosso foco é a prospecção; e a manutenção da nossa missão está baseada em transformar os “pescados” (as pessoas alcançadas) em “pescadores”, ou, na linguagem bíblica, converter os ceifados em ceifeiros.

Temos que aprender com esse princípio básico que se deve investir tudo o que temos e somos na nossa missão, naquilo que é o nosso principal foco. Dois exemplos mostram um pouco do que é ter foco...

Em uma conversa com um dos meus alunos do Curso de Graduação em Marketing, que é gerente comercial, fiquei sabendo que os vendedores de sua empresa ganham o dobro do salário dele. Perguntei se ele não achava isso errado, ele respondeu “eu quero que ele ganhe três vezes mais que eu, pois também serão triplicadas as vendas e nós vivemos de vendas”, ou seja, foco no negócio é valorizar as pessoas diretamente   responsáveis pela atividade-chave.

Outro dia procurei o gerente de uma loja de roupas para fazer uma reclamação e fui levado até um homem que estava descarregando um caminhão, quando percebeu que estranhei a situação, ele falou: “todos os meus funcionários estão vendendo e só sobrou eu para ajudar a descarregar as roupas e, sem roupa exposta, não vendo”. Da última vez que fui à loja, ele estava no caixa. Este exemplo do mundo corporativo nos mostra que o foco no negócio é função de todos/as, principalmente dos/as líderes, que devem ensinar pelo exemplo.

A grande questão é que muitas vezes tira-se o foco da área-fim e valoriza-se mais as áreas-meio. Quando os jovens não saem para evangelizar porque o único dia livre da semana é usado para o ensaio do louvor, quando não se faz uma visita porque é horário do grupo de mulheres, quando colocamos o irmão de maior conhecimento bíblico para tomar conta do setor financeiro ou gastamos mais tempo com a administração do que com o cuidar de pessoas, estamos dizendo que todos esses trabalhos são mais importantes que salvar vidas. Na prática, a igreja foca-se na estrutura (área-meio) e não em salvar vidas (área-fim).

As estratégias de Marketing para a igreja são eficazes somente se estiverem focadas na área-fim: em salvar vidas. Do contrário, podemos centrar os esforços em outras ações e deixar o fundamental para segundo plano. Seria o mesmo que dizer que o grande diferencial de Wesley era o seu cavalo, que o levava para todos os locais, ou dizer que o ministério missionário de Paulo foi baseado em suas sandálias, que permitiam que ele caminhasse por todo mundo antigo. O grande diferencial desses homens era o foco na missão, as ferramentas utilizadas eram apenas o complemento.

Assim, a primeira lição que o Marketing nos deixa é que devemos focar todos os nossos esforços na missão de salvar vidas. Quando todos/as estiverem focados/as em cuidar de pessoas, quando evangelizar for a única coisa que a igreja tiver para fazer e os/as evangelizadores/as (clérigos/as ou leigos/as) forem as pessoas mais valorizadas em nossas igrejas, todas as ferramentas (louvor, oração, grupos societários, ministérios etc) e estratégias (marketing, administração, planejamento etc) servirão de apoio para a obra do Senhor, por meio de nossas mãos e talentos.

Luís Augusto Mendes é doutorando em Psicologia Social (UFPB),
com foco em Comportamento do Consumidor, professor
universitário das áreas de Administração e Marketing.
E-mail: luisaugustomendes@gmail.com